Os ex-combatentes que estiveram na Guerra Colonial continuam a aguardar - embora saibam que alguns têm ficado pelo caminho, pois é tudo «rapaziada» que já fez 55 anos de idade - que Paulo Portas cumpra a promessa eleitoral.
Convém recordar que muitos milhares de portugueses que deram dois anos da sua melhor juventude por terras de África estão à margem do que de bom ou de menos bom passa ser reivindicado pela Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra, mas não deixam de se dizer preparados para lutar pelos seus direitos, com a mesma dedicação com que cumpriram os seus deveres.

Operadores de Cripto, do COMZML, em Janeiro/71
Uma notícia divulgada hoje pela Agência Lusa, reza assim:
A Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra criticou esta segunda-feira a proposta do Governo que prevê o alargamento do regime jurídico dos ex-combatentes para efeitos de reforma, considerando que "a montanha pariu um rato".
"Se a proposta do Governo for aprovada sem alterações o número de novos beneficiários será extremamente reduzido", afirmou, em declarações à Agência Lusa, o presidente desta associação com mais de 40.000 sócios, António Gonçalves Basto.
De acordo com a lei actual, aprovada em 2002, apenas tinham direito à contagem dos anos de serviço militar para efeitos de reforma aqueles ex-combatentes que, lutando em zonas de especial perigo (Angola, Moçambique, Guiné Bissau e, em alguns períodos, Índia e Timor), tinham efectuado descontos para a Segurança Social ou Caixa Geral de Aposentações.
A proposta de lei do executivo, que será discutida na Assembleia da República na próxima quinta-feira juntamente com projectos do PS e PCP, propõe alargar o âmbito deste regime jurídico especial aos ex-combatentes abrangidos por sistemas de segurança social de Estados-membros da UE, Estados-membros do Espaço Económico Europeu (que inclui os países do alargamento), pela legislação suíça e de outros Estados com os quais foram celebrados instrumentos nacionais.
O Portas não deve nada. A promessa feita à pressa num qualquer comicio/feira, deu jeito.
Os excombatentes, que ainda estarão vivos, à data da eventual resolução, podem vir a "beneficiar", de algo a que sempre tiveram direito.
Agora PSD/PS/PCP têm propostas de resolução e o CDS?
Contagem de tempo e reforma aos 55 anos para os ex-combatentes. Pois pela opinião que tenho, é que vai ficar tudo "em águas de bacalhau", pois agora todos os partidos se vão aproveitar deste assunto como "chavão", para as lutas de angariação de votos para as novas eleições, lançam blás, blás...etc. e nada feito, porque cada um puxa a brasa á sua sardinha,uns querem um projecto outros querem outro diferente, e quem se lixa é o zé combatente. Bem aguardamos atentos á situação para ver o que sai daqui. Agora aproveito para solicitar se posso ser informado, dos nomes daqueles rapazinhos operadores criptos que estão na fotografia no COMZML ( Luso), pois que eu também lá estava desde 1971 a 1973 e era um dos criptos que estava no quartel do Batalhão de Caçadores 3831, junto ao quartel dos comandos e aeroporto do Luso, onde ficava também a Manutenção Militar. E daí ao ler este site, fiquei muito emocionado ao observar estas notícias do Moxico e do Luena.Ainda bem que a pouco e pouco vão construíndo algo de bom para aquele País e o seu bom povo no domínio da Educação e desenvolvimento de infraestruturas.
Afixado por: Augusto Martins em fevereiro 10, 2004 11:59 AMSatisfazendo a «curiosidade» cá vai o nome dos «rapazinhos» (o mais velho sou eu, o primeiro) e estão na foto por esta ordem:
Jorge Santos (de Setúbal), Tony (do Porto), Cabrita Lopes (de Malpica, a residir no Barreiro) e Joaquim Moreira de Sá (de Guetim, Espinho).
Camarada, encontrei esta página e gostei!
O assunto, também, para mim é pertinente. Eu pertenço ao número dos excluidos do CTICV (Cabo Verde). E ex-combatente também, não porque alguma vez (felizmente) conhecesse o "frio na espinha" de estar debaixo de fogo. Para esses, os que estão cá e os que estão lá em cima, tiro a minha boina.
Quando tive conhecimento de que o PP iria cumprir uma promessa eleitoral mas, apenas, para os que estiveram em zona de risco, calei-me. Afinal, estive em zona de 60%. Tive sorte!
Mas, quando começo a ver o alargamento a Bancários, Jornalistas e outros "voluntários" cujos únicos tiros que ouviram teriam sido, provávelmente, nalguma fita cinematográfica numa noite quente a beber umas cervejas, aí pára...
Eu e todos os camaradas que (tiveram a sorte)estiveram em C Verde, S. Tomé não fomos para lá de livre vontade. Também não tivémos a sorte (ou dinheiro) de "emigrar" por razões anti-regime.
Foram meses e anos roubados à nossa juventude. Interromperam cursos, carreiras profissionais, entre outros. Descontámos para a CGA.
Será que nos estão a "dar" alguma coisa?
Então, a 1 ano da reforma (sem a borla do PP)alteram as regras do jogo, obrigando-nos a trabalhar até aos 60 ou 65 anos.
Imaginem o árbito aos 85 minutos (porque a equipa está a perder ou gastou os fundos que devia estar na Caixa Geral de Aposentações e não estão) resolve dizer que, agora, o jogo tem 120 minutos!!!
Parece que eu fiquei mesmo apanhado pela zona dos 60% e, afinal, mereço ir embora...
Um abraço
estive na Guné Bissau desde 07 de Abrilde 1973 a 07 de setembro de 1974 mais propriamente em Bigene a Companhia de Caçadores Nr3 (Companhia Africana), passei um pouco assim como todos os camaradas que ali se encontravam a prestar o serviço Militar, o que é que eu quero dizer com isto é que o Governo seja ele qual for não faz mais nada que a sua obrigação olhar por nós temos todo o direito á reforma por esse serviço preatado á Pátria, só que Camaradas,eu não acredito na palavra dos políticos porque aquilo que eles fazem e bem é mentir, fui um dos que acreditei no P,Portas por isso dei-lhe o meu voto, hoje estou arrependido porque o que eles estão á espera é que morra um e mais um etc e talvez daqui a 2 anos quando estivermos prestes ás leições eles voltam á carga, é verdade que nunca nenhum político se lembrou de nós mas desde que se fala até ao momento actual já tinham tempo mais que suficiente para ter resolvido isto, se o problema é de dinheiro deixo a minha sugestão. não mandem a GNR para o Iraque essa Guerra não é nossa e já têm dinheiro
Afixado por: Fernando Guerra em março 14, 2004 09:22 PMHaverá alguem capaz de me informar do seguinte:
Os 7,5% que estão prometidos ao ex-combatentes é por cada ano ou por todos.
O que está a suceder é yambém da nossa responsabilidade! Não soubemos unir-nos, lutar e reivindicar, solidariamente, aquilo que era justo. O resultado é este: vamos ter (quando não se sabe) a dádiva de recebermos uma pensão complementar, mas recebida uma vez por ano, ao que parece em Setembro, no valor total, na melhor das hipóteses, de cerca de 152 euros! Proponho que ofereçamos essa dádiva ao Governo, como ajuda para endireitar as contas da Nação! São assim os Portas deste País!É revoltante para quem, como eu, deu o litro nas bolanhas da Guiné e é revoltante para todos quantos viveram situações semelhantes, noutras ex-colónias! Em contrapartida o País está cheio de generais de pacotilha, entretidos a comentar as guerras em que os outros nos meteram.
Afixado por: em julho 9, 2004 11:12 AMNecesssito do endereço e telefone da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra.
Grato
Como não sei qual o que mais lhe interessa, aqui estão os que encontrei:
Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra
22 339 06 89 - Porto - rua miragaia
22 339 06 89 - Porto - rua miragaia
276 32 23 20 - Chaves - rua dr morais sarmento
253 26 09 33 - Sé - largo carvalheiras
22 339 06 90 - Porto - rua miragaia
22 339 06 90 - Porto - rua miragaia
22 339 06 91 - Porto - rua miragaia
22 339 06 91 - Porto - rua miragaia
253 26 09 33 - Sé - largo carvalheiras
276 32 23 27 - Chaves - rua dr morais sarmento
276 32 23 29 - Chaves - rua dr morais sarmento
253 26 09 32 - Sé - largo carvalheiras
253 26 09 32 - Sé - largo carvalheiras
253 51 81 71 - Urbanização atouguia - rua h-urbanização da atouguia
253 81 57 71 - Barcelos - rua candido dos reis
282 47 61 92 - Portimão - bairro da cruz parteira
255 78 58 66 - Bitarães - rua nossa senhora chaos
fax 253 26 09 31 - Sé - largo carvalheiras
fax 253 26 09 31 - Sé - largo carvalheiras